quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

It is midnight maybe a little bit more

How many times did you cheat on me

Since you walked away that door?

There´s just an absinthe bottle half-full,

How do you sleep next to somebody else

Before you had been so mean and cruel?

[Choros:]

How would you deal with a son of a bitch like you?

How would you face him after he did what you do?

But your luck is that it would never happen

You know It would never become true

Because there´s no nother son of a bitch like you

How do you even feel wronged if I tell you

That mothers like you can´t exist two?

I wonder what do you think when you to bed

And you´re all alone, do you dare to feel buck?

Can you even sleep in peace in that nights

You didn´t find a gentle soul to cheat and fuck?

If it´s all about it? So don´t make them believe

You will wake up and wait patiently

For her or him to wake up after you

And say something lovely and pretty

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A glória do dia

Isto é incrível! È absolutamente fabuloso! Isto é a mais bela sensação de realização dos últimos tempos! Finalmente consegui projectar uma história com um cenário, um contexto, personagens, um encadeamento e…leva-la até ao fim! Poderá parecer ridículo mas é o mais interessante sinal de evolução enquanto humano que tive até agora! Eu tento escrever algo desde que em lembro de ser gente e agora finalmente consegui fazê-lo!

Não é uma história em grande, não esta super bem escrita, não tem personagens com uma densidade e profundidade significativa…mas eu não sou Proust! Pode não ser uma obra-prima, mas é a minha primeira ideia levada até ao fim! O que é uma glória…

Sem dúvida que Virgínia tinha razão, “o segundo grande prazer é ler, o primeiro é escrever”

"Dizem que quando se faz silêncio entre um grupo de pessoas é porque passou um anjo entre elas. Dizem, também, que são os anjos que trazem a morte. Agora apenas havia silencio, dois corpos deitados numa poça de sangue e um carro a arder numa soalheira manhã de Maio."

domingo, 24 de janeiro de 2010

Quase um poema!!!

Eu adoro os teus olhos castanhos escuros

Quando eles choram e me perguntam insistentemente

“eu desiludi-te, não foi?” sabendo tu a resposta

Apenas…não digas nada, quem não fala não mente…

És feliz quando és iluminado pelos meus olhos,

És o maior quando sabes que eu nunca te deixarei,

Mas és idiota quando acreditas que sempre aguentarei

Viver na sombra do teu amor-próprio

E nos calabouços da tua indiferença!

Não és tão especial quanto o que te fiz acreditar,

Costumavas ser tão elegante, tão fascinante…

Mas aos olhos dos outros és vulgar como o ar.

Vês bem o que tens mas não consegues olhar mais adiante.

domingo, 17 de janeiro de 2010

M para L 2


Eu gostava de poder ir, voltar-te as costas e ir sem que te sentisses magoado. Eu te garanto que caminharia com o coração despedaçado, com a alma arruinada, mas se fosse preciso fazia-o 365 vezes para não seres tu a sofrer, porque eu já conheço esse sofrimento, já lhe dou um nome, convido-o sentar-se comigo à mesa, conheço-lhe os jeitos e o temperamento, até dorme comigo…mas tu não, tu ainda és um ingénuo…e é essa ingenuidade que me fere.

Por um lado eu sei que estou a ser cruel, porque sei que poderia ser um pouco mais masoquista e continuar a figurar na tua inabalável auto-estima e a habitar na sombra do teu egocentrismo, mas eu queria fazer-te ver que me magoas, que ages mal para comigo! Tenta perceber que não podes brincar com aqueles que podem tomar as tuas brincadeiras como sérias, não podes enfiar na mão de alguém a ideia de que estas apaixonado e depois, quando essa pessoa vier atrás de ti, dizer que afinal já não é bem assim. A isso chamo cruel ingenuidade…e a tua é particularmente cruel…apenas porque é comigo!

Na verdade eu sei qual o lugar que ocupo na tua vida, fico entre aquele que conheceste e perdeu o interesse e o que actualmente é o mais interessante. No fundo sou um pouso que se repete para ser o teu repouso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A vingança de Eros



Ao fim de alguns percalços em “nome de Eros”, já começo a ser capaz de discernir o que vale a pena e o que não vale a pena ser alvo de devoção e lealdade.

Na verdade não és mais do que ninguém, o que te tornaria eventualmente especial reside única e exclusivamente naquilo que eu penso que és, nada mais. O teu amor-próprio é gigante e exacerbado, capaz de te convencer que te adoras e que todos os outros à tua volta também o fazem e isso é tudo o que é significativo para ti. Não serei um espectador na plateia do espectáculo de um palhaço egoísta e sarcástico, daqueles que molham e sujam quem está na primeira fila para fazer rir quem esta nas posteriores.

Amar alguém nunca está errado…quanto muito quem ama é que está errado.

È fantástico ver como um enamorado corre, escreve, se comporta, para demonstrar o seu amor pelo seu amado, é um cenário encantador e sensibilizantes…mas não quando o seu amado o encara como mais um suplemento à sua exagerada auto-estima (doentia).

Talvez devêssemos ser mais pragmáticos quando nos sentimos enamorados, e não, não digam que não é possível, que não somos capazes de recorrer à razão quando apaixonados, poupem-me! Isso é desculpa para não pensar! Nós até na desgraça pensamos, conseguimos ser racionais, principalmente quando se trata de salvar a nossa vida ou a de alguém que amamos! Ok, não nego que haja uma inércia no começo, uma fase de choque que nos torna estáticos ou incoerentes…mas é inicial! Quando falava em pragmatismo falava ao nível de saber de questionar-se, de saber o que se quer daquela pessoa, o que é razoável esperar dela, até onde se pode ir com ela…

Pensar não custa assim tanto e não implica que não se sinta.

Porque eu sempre seria o primeiro no teu amor-próprio e o ultimo na tua consideração...


domingo, 10 de janeiro de 2010

M para L

As vezes, apenas as vezes, eu perco toda a fé no ser humano. Olho à minha volta e tudo parece demasiado imperfeito para ser sustentável; o ser humano parece ser o único animal capaz de levar a cabo os mais hediondos e maléficos actos usando como pretextos coisas como a justiça, a moral, o bem, o amor… As vezes, também apenas as vezes, quando em posse de algo extremamente belo, puro e verdadeiro nos, humanidade, tornamo-nos fanáticos capazes de tudo para não se desprenderem desse tesouro, podemos ver esse doentia afeição naqueles que amam demais, que guerreiam demais, que se magoam demais. Outras vezes, mais que “outras vezes”, na verdade, nós, seres humanos – esses sacaninhas que tentam ocupar o lugar dos deuses – simplesmente não reconhecemos o que é bom nem o que é belo; o ser humano vagueia deprimido e em conflito interno e para com o mundo, envenena tudo a sua volta com uma atroz falta de fé, de devoção, de entendimento; há os que se revoltam, os que se conformam e aqueles que continuam…sozinhos entre multidões.
A toda a hora eu procuro encontrar-me neste mundo. Porque estou aqui? Porque sou assim? Porque são os outros assim? Na verdade, quando não obtenho respostas – a maior parte das vezes – eu tento acreditar que há um motivo que me possa guiar entre caminhos de beleza e de bondade, eu procuro um ponto para colocar no horizonte para penar “é ali que reside a felicidade”, algo que me faça crer que tudo valerá a pena para lá chegar, um sonho, um objectivo, uma pessoa…talvez, uma devoção que me dê coragem para sofrer na esperança de vera minha dor terminada.
Receio bem que a natureza humana seja profundamente egocêntrica, que não haja espaço para o altruísmo, mesmo para o altruísmo a dois – o amor.
Num mundo perfeito talvez eu pudesse ir atrás de ti, ter algum do teu tempo, partilhar alguns dos meus segredos…partilhar algo que significasse o mesmo para ambos. Nesse mundo menos imperfeito – pedir que seja perfeito é idílico demais – eu…não teria que escrever coisas deste género.
Não apenas as vezes, mas quase sempre, o silêncio não é suficiente para esquecer que existes, de alguma forma, em algum sítio.

P.S.: Foi um longo dia, eu devo estará enlouquecer…De qualquer maneira escrever-te faz-me sentir bem, faz-me sentir vivo, consegues imaginar porque? Porque sei que quando acordar terei uma resposta tua, e isso, nos meus piores dias, faz-me crer que vale a pena acordar.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sofrimento

Não me apetece falar…o que há para falar? Desabafar? Oh, isso tornou-se tão entediante, até a mim me custa ouvir-me ou “ler-me” desabafar. Escrever mais frases complexas, filosóficas, poéticas sobre o abandono? Serve de alguma coisa? Creio que não…já tinha tentado. O que posso dizer é que há algo de muito honesto e autentico no sofrimento. Este torna-nos mais sensíveis ao que se passo há nossa volta, ao contrário de quando estamos felizes, o que faz com que o sofrimento alheio seja sentido de forma desprezável, o sofrimento permite-nos contemplar a autenticidade da alegria e felicidade dos outros, o mesmo se passa com o sofrimento.